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Úrsula Corona reafirma importância do MicBR para setor cultural atrair novo olhar
Úrsula Corona vê MicBR como espaço para aproximar cultura e negócios - Crédito: Produtora Nova Ideia

Úrsula Corona reafirma importância do MicBR para setor cultural atrair novo olhar

sexta, 09 de novembro 2018
“Independente de qual seja a política futura do País, iniciativas como esta têm de ser mantidas em outros anos", diz
Com 28 anos de carreira artística, Úrsula Corona atuou como apresentadora da cerimônia de abertura do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), nesta semana, em São Paulo. Em uma entrada surpreendente, ela desceu ao palco em um trapézio para comandar o espetáculo que deu início às atividades do megaevento.
 
Úrsula, que também mediou várias mesas-redondas durante o MicBR, enfatiza a importância de eventos como este para que um novo olhar seja dado ao setor cultural. “Independente de qual seja a política futura do País, iniciativas como esta têm de ser mantidas em outros anos, é um passo muito importante para uma rede de cultura sustentável.”
 
A artista mostrou seu talento desde cedo. Aos oito anos de idade, estreou no especial A Nave Mágica, da Rede Globo, interpretando, cantando e dançando. Gravou depois o disco do espetáculo pela Som Livre. Atuou em várias novelas e especiais, como o Sítio do Pica-Pau Amarelo, O Astro e Totalmente Demais.
 
Atualmente, a carreira se divide entre o Rio de Janeiro, Portugal e Reino Unido. Ela considera que um evento como o MicBR é fundamental para a classe artística: “Na era digital, o relacionamento fica muito sensível, é fundamental esta oportunidade de fazer contato pessoal, para que as pessoas se apresentem, se conheçam, abrindo um leque de oportunidades de trabalho e aprendizado”.
 
Úrsula afirma que o País tem muito a ganhar com esse tipo de movimento: “O Brasil percebeu que a cultura é um grande negócio. Além de gerar arrecadação de impostos para o governo, os artistas têm contatos para trabalho, há abertura de negócios, todo mundo ganha com esta rede. É um bom ponto de encontro para fomentar parcerias, as pessoas podem mostrar seus produtos e habilidades e conhecer as dos outros”.
 
Ela cita como exemplo dois estilistas que conheceu durante o MicBR: “Eles participaram de um desfile, fizeram contato com colegas de quatro países e já foram convidados para desfiles e negócios no exterior. Eu fui convidada também para ser apresentadora de um festival no Equador”.
 
Cultura no Brasil e em Portugal
 
Em 2019, o público tem encontro marcado com Úrsula Corona. Duas séries de TV estão sendo criadas na produtora Sete Artes: O Silêncio que Canta por Liberdade e Alceu de Todos os Tempos, com Alceu Valença.
 
“Sempre inquieta, em busca de pluralizar e unir pontes culturais”, em sua própria definição, Úrsula está prestes a realizar um outro sonho. Também no ano que vem, ela participa da inauguração de uma Casa de Cultura chamada Casa 7, no Brasil e em Portugal. “Vamos oferecer moradia, cursos e apoio. Os artistas vão contribuir com tempo, arte, oficinas. Uma casa 100% gratuita, onde o pagamento se realiza pela arte, propostas, tempo e responsabilidade para o aprendizado ser uma grande troca e inclusão no mercado de trabalho nacional e internacional. Esse é o fluxo da rede”.
 
Com apoio institucional do Ministério da Cultura (MinC) e um patrocinador, Úrsula têm planos de estender a iniciativa para outros países em um futuro próximo.
 
Para Úrsula, grandes metas foram alcançadas pelo MinC sob a gestão do ministro Sérgio Sá Leitão, como a identificação do potencial da economia criativa nacional, a democratização da distribuição das cotas para investimentos na cultura nacional e fortalecimento da indústria criativa do nosso País.