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Realidade virtual como ferramenta de inclusão e engajamento cívico
Visionária criativa, a americana Lisa Mae Brunson defende o uso da tecnologia como ferramenta de inclusão e cidadania - Crédito: Divulgação

Realidade virtual como ferramenta de inclusão e engajamento cívico

quinta, 08 de novembro 2018
Lisa Mae Brunson, da Wonder Women Tech Foundation, defende aliar arte e questões sociais à tecnologia
Assédio, discriminação de gênero e preconceito são questões delicadas, entendidas de maneira bem diferente por quem já passou por essas situações. Mas colocar-se no lugar do outro ficou bem mais fácil — ao menos virtualmente. Óculos de realidade virtual e outras tecnologias imersivas têm sido usados como ferramentas de empatia por profissionais como Lisa Mae Brunson, fundadora da Wonder Women Tech Foundation, conferência internacional que atua na educação de mulheres e minorias no campo da tecnologia.

Envolvida na criação de ferramentas que permitem que mulheres “treinem” virtualmente para uma entrevista de emprego ou uma reunião para pedir aumento de salário, ela diz que a experiência ajuda as pessoas a entenderem diferenças culturais por meio de imersão. “Olhamos para a indústria de realidade virtual por uma lente social, queremos usá-la para beneficiar a humanidade e criar engajamento cívico.” Outro exemplo é o óculos de realidade virtual que faz um homem ver o mundo pelos olhos de uma mulher.

A visionária criativa - como ela se define - pretende compartilhar no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR) sugestões e experiências no campo conhecido como STEAM, que abrange as áreas de ciência, tecnologia, engenharia, matemática e arte. É exatamente a arte que o diferencia do STEM, sigla mais comum. “Sinto que, quando você pensa em tecnologia e inovação, a arte e o design precisam fazer parte do processo”, defende. “Isso nos permite não apenas ampliar a perspectiva sobre esses campos, mas também a criar produtos mais bem-pensados do ponto de vista do design e esteticamente melhores, o que gera mais mídia e conhecimento sobre eles”, diz Lisa Mae.

Diversidade é outro ponto-chave no desenvolvimento da tecnologia, defende ela. A palestrante explica que mulheres e outros grupos pouco representados nas áreas STEAM têm muito a acrescentar na tomada de decisões. “Ter diversidade permite diferentes perspectivas na construção de soluções. Já foi provado que grupos mais diversos geram mais lucro. Nós vemos as coisas sob diferentes lentes e abordamos problemas de formas distintas.”

Lisa Mae participará, nesta sexta-feira (9/11) do painel “Nichos de mercado em novos conteúdos imersivos” ao lado de Camila Santo, Ahmed Banafa, Emily Olman e Dulce Baerga. A painel será às 17h no Sesc Avenida Paulista, com lotação esgotada. 

Outras atrações no MicBR
Ainda na temática das novas tecnologias, a programação do MicBR terá painéis como “Experiências de inovação para uma educação conectada” e “Como a criatividade e a tecnologia transformam?”, entre aproximadamente 200 atrações. Confira a programação completa no portal micbr.cultura.gov.br

Megaevento de economia criativa, o MicBR é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI).

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Contatos: (61) 99906.3818 / (11) 99649.8943 
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP