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Iniciativas urbanas podem melhorar vida nas grandes cidades
Ocupações urbanas podem melhorar vida nas grandes cidades, dizem produtores - Crédito: Produtora Nova Ideia

Iniciativas urbanas podem melhorar vida nas grandes cidades

sexta, 09 de novembro 2018
No MicBR, profissionais falam da importância de se conhecer melhor o local onde se vive
É possível ser otimista, mesmo morando em grandes centros urbanos. Basta sair da frente da TV para descobrir que há arte, conhecimento e mobilidade para compartilhar. Esta foi a mensagem dos palestrantes que estiveram na mesa redonda “Mobilidade e ocupação cultural nos centros urbanos”, realizada nesta sexta-feira (09), no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR).

Um dos promotores do festival Virada Sustentável, o jornalista André Palhano contou que a iniciativa partiu da percepção de que o conceito de sustentabilidade era percebido apenas como preservação da natureza. “Mas ele significa também diversidade, erradicação da pobreza, educação de qualidade e vários outros aspectos”, diz. Com outros amigos, resolveu promover o festival Virada Sustentável, que começou em 2011 em São Paulo, para ampliar as informações.

A programação é elaborada a partir de sugestões e contribuições vindas de universidades, voluntários, coletivos, poder público, equipamentos culturais, etc. Ao longo dos anos, foram agregadas iniciativas para chamar atenção para questões ambientais, como a exposição de fardos de lixo, piquenique para defender a criação de um parque, passeio infantil de lanternas no Museu de Arte Moderna, robôs elaborados a partir de lixo eletrônico, rafting no poluído rio Pinheiros e a exposição de um grande peixe inflável no mesmo rio. 

Deu tão certo que a Virada Sustentável se espalhou para cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Manaus, Campinas, Curitiba, Fernando de Noronha e até Lisboa, em Portugal. “A arte pode ser instrumento de reflexão sobre os temas do nosso tempo”, diz Palhano.

Outra iniciativa de ocupação da cidade se alimenta do olhar dos paulistanos para o chão: a CalçadaSP começou fazendo fotos de calçadas de São Paulo com celular. A ideia era localizar pinturas, frases e sinalizações urbanas interessantes. Era 2014 quando as fotos foram deixaram o mundo virtual - o blog onde eram publicadas - para ganhar prêmios e integrarem uma exposição no metrô, eventos e palestras. “A calçada é o local mais democrático, somos todos pedestres”, diz Wans Spiess, uma das fundadoras do CalçadaSP. As fotos incluem desde desenhos com a palavra 'biblioteca' em 24 idiomas na área em frente à Biblioteca Municipal Mário de Andrade até uma calçada decorada e guardada por um morador de rua. Pra quem nunca observou, Wans recomenda: “Preste atenção onde você pisa”.
Não é novidade que há estações de bicicletas compartilhadas pelas ruas de São Paulo há alguns anos, mas o sistema 'dockless' - sem ponto fixo de entrega - é novidade. A Yellow é a primeira empresa brasileira a lançar esse sistema no Brasil. Há quatro meses soltas pelas ruas da capital paulista, as bikes já começaram a ganhar a companhia de patinetes. O custo é de R$ 1 a cada 15 minutos de uso, e é possível comprar créditos com dinheiro. A bicicleta é uma peça fundamental para melhorar as cidades, diz a gerente de Relações Governamentais da Yellow, Manuela Colombo. “Hoje em dia, não é preciso possuir coisas, é possível compartilhar.”

MicBR 2018
Imprensa 
Contatos: (61) 99906.3818 / (11) 99649.8943 
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP