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Há muito para ser explorado na economia criativa entre Brasil e Argentina
Secretário de Cultura da Argentina, Pablo Avelutto defende foco em tradução para estimular intercâmbio cultural - Crédito: Produtora Nova Ideia

Há muito para ser explorado na economia criativa entre Brasil e Argentina

sexta, 09 de novembro 2018
Secretário de Cultura argentino defende foco na tradução para ampliar o intercâmbio cultural
Pioneira na promoção da economia criativa na América do Sul, com o lançamento do Mercado das Indústrias Criativas da Argentina (Mica), em 2015, a Argentina está preparando a terceira edição do evento, nascido ao final do governo da ex-presidente Cristina Kirchner. A próxima rodada do megaevento de promoção de novos talentos e negócios criativos está agendada para 28 de junho de 2019, segundo o secretário de Cultura do país, Pablo Avelutto. 

Liderando uma delegação de 67 produtores culturais argentinos no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), em São Paulo, Avelutto é entusiasta da economia criativa. “Ela vem da capacidade das pessoas, do talento e da formação de um argentino, de um brasileiro e de outras pessoas de países da América Latina”, diz. O potencial de geração de talentos nesse segmento é muito grande, e há muito a ser explorado entre Brasil e Argentina. “Não dá para pensar em um desenvolvimento do Brasil sem a Argentina e vice-versa.” O MicBR, diz ele, é uma boa oportunidade  para compradores criativos argentinos. 

Para Avelutto, a grande vantagem das rodadas de negócios é dar autonomia a artistas, produtores e criadores para fazer seus próprios movimentos de mercado. Essa experiência já foi um sucesso, segundo o secetário, no Mercado das Indústrias Criativas e Culturas do Uruguai (MICUY), que ocorreu há um mês, em Montevidéu. Foi a primeira edição do evento, que está garantido na agenda de 2019 e deve migrar da capital uruguaia para o interior do país em data a ser definida.

Para o secretário argentino, é necessário focar nos mecanismo de tradução do espanhol para o português e vice-versa nas produções de cinema, literatura e teatro para ampliar o mercado regional de cultura. Com um mercado cinematográfico expressivo, o Instituto Nacional Cinema Argentino financia 200 filmes por ano, sendo 100 longas-metragens de ficção orçados a US$ 60 milhões. Para Avelutto, há espaço para maior intercâmbio nessa área: “Por que não investir em um Netflix sul-americano?”, provocou. 

A primeira edição brasileira do Mercado das Indústrias Criativas reúne mais de 100 empreendedores nacionais entre os dias 5 e 11 de novembro, em São Paulo. O megaevento é promovido pelo Ministério da Cultura (Minc) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos. A previsão é que cerca de 330 compradores e vendedores internacionais de 24 países participem, até sexta-feira (9), das 50 rodadas de negócios durante o MicBR. 

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Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP