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Feiras agitaram a Paulista com gastronomia, moda, música e fotografia
Expositores de diversas feiras se espalharam pela Av. Paulista no Circuito Off MicBR - Crédito: Produtora Nova Ideia

Feiras agitaram a Paulista com gastronomia, moda, música e fotografia

domingo, 11 de novembro 2018
Expositores apresentaram produtos de suas lojas virtuais ao público que aproveitou o domingo ensolarado
O corredor cultural da Paulista, ponto de encontro dos paulistanos aos domingos, recebeu um reforço de peso no encerramento do megaevento Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR). As feiras do Circuito Off do MicBR se espalharam pela avenida, desde o Shopping Paulista até o Conjunto Nacional, com espaços gastronômicos, venda de selos alternativos de música e vinis, fotografias e divulgação da estética negra, entre outros espaços. 

Para os feirantes que ocuparam a avenida mais famosa da capital paulista , o Circuito Off foi muito importante para divulgar negócios da economia criativa. “Nós temos apenas loja virtual, então vir a feiras como a Preta é importante para darmos visibilidade ao nosso trabalho, todo focado na estética negra”, disse Flavia da Silva Quirino, da loja Artes Afro, criada há 3 anos. “Claro que queremos vender, mas são mais relevantes a divulgação e o contato com outros feirantes. Acabei de comprar acessórios de outro expositor.” A Artes Afro vende apenas pela internet e já tem um representante em Angola.

A Foto Feira Cavalete, cujo foco é a venda de fotografias e livros ligados ao segmento, ocupou a Casa das Rosas com expositores como Felipe Gambossy. Fotógrafo e sócio da galeria Galerize, com ponto físico no bairro Vila Madalena, em São Paulo, ele disse que a feira é importante não só para vender sua produção de fotos diretamente ao público, mas também para adquirir novas peças para o acervo. 
“Nós participamos da Cavalete desde que foi criada e temos trabalhos de 40 fotógrafos. No evento, aproveitamos para conhecer outros profissionais, independentes, que veem aqui divulgar seus trabalhos. Sempre incrementamos nosso acervo”, disse Gambossy.

Uma baiana que só aprendeu a fazer acarajé em São Paulo, “por saudade da sua terra”, e uma pedagoga que largou tudo para recuperar “a tradição dos doces do interior, feitos à moda tradicional, com pouco açúcar e em tacho de cobre”. As empreendedoras Cristina Mandarim, do Tabuleiro das Meninas, e Elaine Avila, da Doces Elaine, participaram da Feira Sabor Nacional, criada para divulgar a produção de pequenos e médios produtores de alimentos, bebidas e produtos culinários. “É  minha primeira vez na feira. Vendo pela internet há 16 anos, mas só no ano passado criei uma marca e decidi aproveitar este espaço para mostrar meu produto”, disse Elaine. “Acredito no resgate do antigo, da forma de fazer doce, com produtos naturais, frutas, pouco açúcar e em tacho de cobre”, explicou a doceira.

O Tabuleiro das Meninas, de Cristina Melo, também se dedica a recuperar e manter uma tradição. “É a sexta vez que participo, é onde fazemos nosso negócio, com muito amor e mantendo a tradição no preparo do Acarajé”, afirmou. O tabuleiro de  Cristina itinerante, uma vez que não tem ponto fixo e só participa de feiras. 

Os amantes da música também foram contemplados no Circuito Off MicBR com a Feira Sacola Alternativa, que reuniu selos independentes, músicos e muitos vendedores de vinil. Um deles, a Maloca Record, estava estreando na feira. “Eu só tenho loja virtual, com foco na Black Music, e a feira é uma oportunidade incrível para entrar em contato com outros feirantes e com produtores”, disse Rodrigo Manoel Leite, cujo acervo vem dos Estados Unidos. “É a primeira vez do Maloca na Sacola, mas vamos bastante em outras feiras porque é super importante para ter visibilidade, principalmente para quem só tem espaço na web.”