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Economia criativa vai proteger empregos, defende John Newbigin

Economia criativa vai proteger empregos, defende John Newbigin

terça, 06 de novembro 2018
Palestrante do MicBR compartilhou sua experiência como embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres
“Produtividade já não é tão importante quanto a criatividade.” A ideia pode parecer ousada, mas é a base do pensamento de muitos que acreditam que em breve robôs substituirão a mão de obra humana em diversas profissões. Um forte defensor dessa ideia é John Newbigin, um dos destaques da programação desta terça (7) do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), que se realiza em São Paulo até domingo (11). 

CEO da Creative England – parceria público-privada que investe em conteúdos criativos, negócios e tecnologia digital na Inglaterra – e embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres, o britânico provocou a plateia do auditório do Masp a refletir sobre a substituição do trabalho humano por máquinas. Para ele, a indústria criativa é um refúgio desse futuro temeroso.

“Em Londres, as indústrias criativas estão gerando trabalhos duas, até quatro vezes mais rápido do que outras áreas da economia. Por quê? É óbvio: quanto mais criativo um trabalho, menos ele pode ser feito por uma máquina. Há menos chances de se tornarem redundantes”, disse.

Embora a receita pareça simples, colocar a mão na massa pode ser um pouco mais complicado. Ele observa, no entanto, que conseguir investimentos no setor ainda é difícil. É preciso que os trabalhadores da indústria criativa aprendam a “falar a língua” dos investidores, disse Newbigin. Do lado dos investidores, ele recomenda que observem as possibilidades de retorno desses investimentos. “Eu acho que a economia criativa não é parte do mundo das artes que precisa de subsídio, é parte do que contribui para a economia, é parte do crescimento do Brasil, não é algo que drena o governo.”

Falando em Brasil, Newbigin explica que nossa experiência na área vai ser muito diferente da londrina. Lá, um em cada seis empregos é parte da indústria criativa, disse o palestrante. Aqui, ele diz que ainda precisamos reconhecer o que temos nas mãos. “Será uma solução brasileira para uma situação brasileira. Uma coisa que vocês podem aprender conosco é que leva muito tempo." Segundo ele, leva muito tempo para persuadir o governo a mudar de ideia, para persuadir investidores e bancos de que eles precisam investir nisso, e leva tempo para mudar o sistema educacional para que ele reflita as necessidades do futuro. 

MicBR

O MicBR se propõe a debater essas questões unindo cultura, economia, arte e negócios em diversos espaços da Avenida Paulista, em São Paulo, de 5 a 11 de novembro. O evento é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e Apex-Brasil, em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI).

São cerca de 200 atrações, entre palestras, oficinas, mesas redondas, sessões de networking e encontros com artistas brasileiros e estrangeiros. Confira a programação completa no portal micbr.cultura.gov.br

Plantão de Imprensa 

Data: de 5 a 11 de novembro
Contatos: (61) 99838.1583 / (11) 98652.6419 
Locais: Clube Homs (Av. Paulista, 735 - Bela Vista), São Paulo-SP
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP