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Baladas paulistanas encontram soluções para inovar e crescer
Empresários da noite paulistana debateram revitalização de áreas da cidade - Crédito: Produtora Nova Ideia

Baladas paulistanas encontram soluções para inovar e crescer

quinta, 08 de novembro 2018
Painel discutiu como a crise econômica e mudanças de comportamento criaram desafios na “cidade que não dorme”
Abrir uma balada está longe de ser sinônimo de diversão e cerveja de graça todas as noites. O alerta descontraído é de Vitor Lucas, dono do Beco 203, que participou do painel “Balada Paulistana: a força econômica da noite na cidade que não dorme”, nesta quarta (7) no Centro Cultural São Paulo.

O empreendedor compartilhou o que aprendeu durante anos de erros e acertos no ramo, desde que abriu sua primeira casa noturna aos 19 anos de idade — que por sinal, só durou seis meses. “A gente está em uma fase de transição, que é muito legal, porque nos obriga a pensar, nos tira da zona de conforto. Não é como antes, que você tocava só um estilo de música”, reflete.

Fábio Spavieri, representante da Associação da Noite e Entretenimento Paulistano (Anep) e participante do painel, concorda. “Até o início dos anos 2000, os grupos se dividiam pela música, pelo modo de se vestir. Você sabia identificar quem ia para cada casa noturna”, lembra. “Hoje em dia, as pessoas vão no sertanejo, em balada eletrônica e em bar de rock em uma mesma noite”.

O Mundo Pensante foi um dos locais que encontraram soluções para a mudança de comportamento do público. “Por mais que a gente não tenha um estilo musical estabelecido, criamos um ponto de encontro de pessoas com afinidade ideológica. Temos shows, exposições, comida, bar, festas”, disse Paulo Papaleo, que além de criador do espaço é baterista, designer gráfico e fotógrafo. 

A mistura de estilos também é clara nas festas de rua em São Paulo. Para Spavieri, a Virada Cultural foi um fator importante para impulsionar a vida noturna da cidade. “Foi um grande propulsor da diversidade que vemos hoje na noite. Vi uma grande transformação, a democratização da diversão, da música.”

Outra mudança citada no painel foi a importância de se respeitar regras e legislações, conversando sempre com o poder público. Vitor Lucas ressaltou melhoras na fiscalização após a tragédia da Boate Kiss em 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Além da importância para a segurança, respeitar as leis é positivo até financeiramente, garante Papaleo. “É mais fácil investir pesado no começo, mesmo com burocracia, do que deixar as multas e os fiscais virem e você ficar no prejuízo.”

MicBR
O evento tem mais conteúdo para quem se interessa pelo tema. O painel “Mobilidade e Ocupação Cultural nos Centros Urbanos” é um exemplo dentre as cerca de 200 atrações. São palestras, oficinas, mesas redondas, sessões de networking e diversas atrações culturais com artistas brasileiros e estrangeiros, sob o conceito guarda-chuva "cultura conecta com negócios".

O MicBR é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI). As inscrições para as atividades podem ser feitas no portal micbr.cultura.gov.br.

Imprensa 
Contatos: (61) 99906.3818 / (11) 99649.8943 
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP