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Após 'boom', food trucks se reinventaram para continuar no mercado
Food trucks se reinventaram para continuar no mercado - Crédito: Divulgação/ Los Mendozitos

Após 'boom', food trucks se reinventaram para continuar no mercado

sexta, 09 de novembro 2018
Especialistas discutem crise que atingiu o segmento e dizem que momento é de trazer originalidade para o mercado
Entre 2014 e 2016, o Brasil viveu o auge dos food trucks. Ir para parques fazer uma refeição virou moda, um programa familiar. Mas depois veio a crise econômica e o setor foi fortemente sacudido. Três especialistas participaram da mesa-redonda “Food trucks e comida de rua: a revolução que chegou sobre rodas”, que aconteceu ontem (8), no Unibes Cultural, em São Paulo, como parte da programação do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR 2018). 

Os palestrantes explicaram as características das mudanças e a situação atual do mercado. Maurício Schvartz, produtor de eventos de comida de rua, diz que os food parks praticamente desapareceram do País depois de 2016. E cita alguns motivos: os espaços eram grandes e tinham aluguéis caros. Isso exigia estruturas grandes. Quando o movimento caiu, pagar o aluguel perdeu o sentido.

“Comida não consegue competir com estacionamentos e prédios”, diz ele. Além disso, o brasileiro não tem o hábito de comer de qualquer jeito, em qualquer lugar, como europeus e norte-americanos fazem, explica Maurício. “Gostamos de comer sentados. E isso afeta o setor de comida de rua. Além disso, existe um preconceito de classe de que comida de rua é churrasquinho de gato ou coisa semelhante”.

André Fischer, dono de uma rede de bares de vinho itinerantes em São Paulo, Campos do Jordão e Rio de Janeiro, afirma que os eventos de rua acabaram e muitos food trucks foram para pontos fixos ou eventos particulares. Segundo ele, uma loja com ponto fixo é melhor. E o food truck costuma servir para iniciar o negócio. Depois ele vira um complemento, que pode seguir fazer parte de uma festa, um evento ou um festival.

Jorge González, dono dos veículos Buzina, em São Paulo, e de uma hamburgueria, diz que a legislação das cidades não incentiva os food trucks e que o brasileiro tem uma certa rejeição às novidades. No fim, a grande maioria dos food trucks acaba oferecendo a mesma coisa: hambúrgueres. 

Ele conta que o mercado teve um “boom”, depois uma queda, e foi se normalizando para quem trabalha bem, com preço, qualidade e serviço. “É preciso fazer algo em que você acredita, mostrar sua verdade, ser original, trabalhar com o coração”. 

O MicBR é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI). Ele prossegue até domingo (11), com dezenas de atividades na capital paulista. Veja a programação no portal micbr.cultura.gov.br

Imprensa 
Data: de 5 a 11 de novembro
Contatos: (61) 99906.3818 / (11) 99649.8943 
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), São Paulo-SP