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Jason Della Rocca destacou que a indústria brasileira de games está em crescimento acelerado (Foto: Produtora Nova ideia)

"Jogos eletrônicos são o futuro da economia criativa", afirma especialista do setor

quinta, 08 de novembro 2018
Jason Della Rocca, da Execution Labs, debateu possibilidades futuras do setor, que faturou US$ 120 bi em 2017

O setor de jogos eletrônicos é um dos mais promissores da economia criativa. A opinião é de Jason Della Rocca, especialista na área e fundador da Execution Labs, incubadora que identifica talentos e investe em desenvolvedores que não estão familiarizados com estratégias de mercado e plano de negócios. O empreendedor debateu o tema "Negócios e Games: Evoluções e Revoluções" durante o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megaevento de economia criativa que está sendo realizado até este domingo (11), em São Paulo, pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Apex-Brasil.


Em 2017, a indústria de games faturou mais de US$ 120 bilhões no mundo, mais do que setores importantes, como a da música e o cinematográfico. Deste montante, o Brasil responde por US$ 1,3 bilhão no Brasil, o que coloca o país no 13º lugar no ranking mundial, com cerca de 1,7 mil jogos produzidos nos últimos dois anos. 


“Os jogos são uma forma de arte incrível. Eles incorporaram todos os segmentos artísticos, como música e design. Com isso, estão conquistando seu espaço na economia criativa e gerando um efeito cultural de grande impacto. A única coisa que não temos neste mercado é o glamour do tapete vermelho”, afirmou Della Rocca.


O fundador da Execution Labs destacou que, mesmo o mundo atravessando uma crise econômica, a indústria de jogos eletrônicos continua crescendo de forma acelerada. Para o especialista, nos dias de hoje, não é tão difícil colocar a mão na massa e fazer um game. A diversidade de ferramentas no mercado para a criação dos jogos, a internet e a conexão on-line entre desenvolvedores facilita o processo. Mais difícil, afirmou Della Rocca, é conseguir monetizar a produção, tornando-a um negócio viável.


Della Rocca também ressaltou que a tendência no mundo e, principalmente, no Brasil é que, nos próximos anos, muitas empresas sejam criadas no setor dos jogos eletrônicos. “A indústria dos games é boa para se adaptar a novos negócios, como, por exemplo, a mudança de jogos pagos para jogos gratuitos. Isso é importante para o crescimento do setor e também para o impulsionamento do mercado dos games na economia criativa”, finalizou.


Sobre o MicBR


O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocorre até 11 de novembro, em São Paulo. O megaevento reúne milhares de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos em atividades de capacitação, rodadas de negócios e apresentações artístico-comerciais, além de um público geral de aproximadamente 30 mil pessoas. Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia.