Evento

Artes cênicas como produto de exportação para América Latina
Artistas brasileiros se apresentaram em Mostra da Funarte para compradores da América Latina - Crédito: Produtora Nova Ideia

Artes cênicas como produto de exportação para América Latina

Ronaldo Aguiar e Rodrigo Matheus, do Circo Mínimo, estão acostumados a apresentar o espetáculo Simbad, o navegante, para uma plateia de crianças e seus pais. Com dois palhaços em cena e contando histórias fantásticas, eles arrancam risadas dos pequenos e de adultos, garante Suenne Sotero, produtora da companhia.

Neste sábado (10), no entanto, o público que foi vê-los na Funarte, em São Paulo, era bem diferente. Compradores, programadores e produtores artísticos de diversos países da América do Sul acompanharam atentos a apresentação - feita em espanhol especialmente para eles - e deram risada. “Nosso objetivo é fazer pontes internacionais, mostrar que o Brasil tem uma produção internacional de qualidade”, disse Matheus. “Queremos nos colocar nessas oportunidades e achar brechas para levar o espetáculo para fora (do Brasil).”

Durante o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), empreendedores da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Brasil se encontraram e fizeram negócios nas mais diversas áreas da economia criativa. Não poderia ser diferente nas artes cênicas. “A ideia era fazer com que programadores e curadores estivessem em contato com a nossa cultura”, explica Fabiano Carneiro, curador da Mostra Paralela Funarte de Artes Cênicas. Deu certo: ele revelou que há um comprador da Colômbia, por exemplo, interessado em levar o Balé Teatro Castro Alves para se apresentar por lá. 

A Focus Cia. de Dança também teve a oportunidade de mostrar seu trabalho para o exterior neste sábado. O diretor Alex Neoral escolheu apresentar duas partes do espetáculo Still Reich como uma amostra do que a companhia produz. As peças foram compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo norte-americano Steve Reich. Para Neoral, a dança é uma linguagem universal, que funciona bem em qualquer lugar do mundo. “Cada um vai ter uma interpretação, e isso é muito rico. Alguém de outra cultura pode trazer uma leitura diferente da sua obra”, disse.

MicBR
Ainda vai rolar muita cultura no MicBR. Neste domingo (11), feiras e shows como o de Jards Macalé e Hamilton de Holanda vão agitar a Avenida Paulista. Saiba mais aqui.
 
O MicBR é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI).